Mary estava a fazer alongamentos no ginásio, sozinha. Esticou-se até quase conseguir fazer a espargata, mas sentiu uma dor e pôs-se de pé. Suspirou, ajeitando o cabelo e voltando a abrir as pernas o mais que podia, pondo os braços na horizontal, em linha recta, esforçando-se ao máximo.
Sentiu uma presença no ginásio e levantou-se.
Era Tracy, com os seus cabelos loiros mais esticados do que nunca. O rosto era belo, com um gloss vermelho brilhante e um lápis de olhos que lhe realçava os olhos azuis-escuros com um brilho de vaidade e orgulho. Vestia um vestido de inverno, cinzento, acima dos joelhos, umas leggings pretas e umas botas cinzentas de tacão alto. O saco cor-de-rosa e cinzento estava pendurado ao ombro. O seu look invernal muito chique fez Mary sentir que ela era muito superior. Levantou-se, indiferente.
Tracy: Oh, Mary! Não sabia que estavas aqui, vou treinar para outro lado. - Virou costas, começando a andar emproadamente.
Mary: Tracy. - Ela voltou-se. - Eu não mordo, podes ficar aqui.
Tracy: À beira de alguém como tu? Só em pesadelos. - Voltou a virar-se e começou a andar, no seu andar deslumbrante de modelo que tinha ensaiado duas semanas inteirinhas para agradar a Tiffany, a rapariga que mais idolatrava no mundo, pelos seus nmodos chiques, roupas caras e beleza inconfundível.
Mary: Tracy, desculpa a pergunta, mas quem és tu?
Tracy: Sabes bem quem eu sou. O que queres dizer com isso?
Mary: Quem és tu mesmo? Ou quem pensas ser? Ouve, há uns meses atrás, eras uma rapariga tímida, sempre colada ao teu irmão gémeo. Assim que ele ouviu falar da Tiffany e se deixou seduzir pelos seus planos para me conquistar, conhceste-a e PLUFF! Foi como amor à primeira vista. Tornaste-te em alguém diferente. Em vez de andares com roupas discretas como calças de ganga, usas leggings brilhantes e botas de tacão alto, em vez do teu andar tímido, areces uma modelo... Diz-me a verdade, nem sabias como se aplicava lápis de olhos antes de entrares para o horrível grupinho da Tiffany... Ouve-me, Tracy, eu sei que a Taylor e a Tiffany são bonitas, têm coisas caras, palácios de sonho e conseguem todos os rapazes a seus pés... E sei que isso pode parecer incrível, diferente, inacreditável para miúdas que eram tão tímidas como tu, ou apenas discretas como eu, mas não quer dizer que tenhámos de ser como elas, certo? Temos a nossa personalidade e o nosso lado de fantásticas e maravilhosas. A Tiffany não é mais maravilhosa que tu, Tracy. Ela apenas se esconde atrás da imagem de "eu posso, quero e mando", com roupas das marcas mais caras e maquilhagens das marcas mais famosas. Tu não és assim. - Agarrou-lhe na mão, carinhosamente. Tinha pena dela, apesar de saber que nunca se tinham dado assim tão bem, e queria que voltasse a ser quem era. - Nunca serás.
Tracy: Tens razão. Eu não sou assim. - Sentou-se no chão e pousou o saco junto dela. - Eu nem sequer gosto do Kevin, como a Tiffany diz. Não gosto de andar assim vestida, apenas pensei que se chegasse ao nível delas eu poderia.... Oh, sinto-me horrível, horrorizada comigo mesma... Só quero que este pesadelo acabe. Quem me dera ser frontal, directa, corajosa, cehgar junto dela e com um pequeno "Acabou-se." trazer a minha vida de volta...
Mary: Eu ajudo-te, Tracy. Tu consegues fazê-lo, não directamente, mas discretamente e indirectamente. Vamos ser amigas, poderás entrar no nosso grupo e deixar a Tiffany para trás. Anda, eu tenho um plano. - Agarrou no saco dela e correram para o balneário. Tirou do seu saco algumas coisas e apontou-lhe uma cadeira. - Senta-te e relaxa. Eu vou trazer-te de volta. Vais estar diferente. Muito diferente.
Com um pente, apanhou-lhe o cabelo para trás, apanhando-o num rabo de cavalo com algumas pontas a sair para fora. Estragou-lhe o penteado super liso, fazendo-lhe volume e alguns caracóis. Pegou em desmaquilhante e tirou-lhe o lápis, o batôn, o blush e a base, e o seu rosto ficou de novo fresco e belo. Com blush claro, pintou-lhe as bochechas, e colocou um pouco de gloss rosa muito claro. Parecia uma rapariga normal e tímida, no rosto, mas as roupas davam uma imagem completamente diferente. Pegou numa t-shirt amarela, com desenhos de óculos de sol e a dizer mensagens de verão, e numas calças de ganga com buracos. Deu-lhe um casaco amarelo e preto, aos quadrados e umas all star. Quando ela se vestiu, sorriu. Parecia uma rapariga normal.
Mary: Agora, vamos passar pela Tiffany a rir.
Tracy: Não consigo,sou muito fraca para isso! eu quero ser eu mesma de novo, mas parece-me sempre que estou a enganar a Tiffany, e isso deixa-me tão confusa...
Mary: Vamos ensaiar, para não te sentires nervosa. Pensa que eu sou a tua melhor amiga e fala de tudo o que te apetecer falar, sê tagarela, fala, fala, fala.
Tracy: Ok... - Relutante, pensou um segundo. - Hoje a comida na cantina foi horrível, odeio peixe! Não achaste nojento? Oh, foste ontem ao centro? Viste as promoções de jogos de computador? O Ghost Rider 4 estava em promoção, eu adoro aquele jogo! Meu deus, e aqueles saltos altos da Gucci? uma palavra: BLHAAAC!
Mary: Perfeito, vamos dar cabo da Tiffany!
Trianna entrou no quarto de Marta. Eram 9 da noite.
Tri: Então, com inveja por causa do desafio?
Marta: Não, maninha, que eu saiba, passámos as duas à final.
Tri: Mas a nossa actuação foi muito melhor, claro! E no dia 17 vocês vão ficar para trás, enqaunto nós vamos ganhar.
Marta: Não me parece. Sai daqui. Ao contrário de certas pessoas, eu estudo e faço trabalhos de casa e gosto de fazê-lo em paz, SEM MOSCAS!!! - Foi até à porta.
Tri: Quem é que precisa de estudar? Só preciso de ter menos de três negativas para continuar na claque!
Marta: Não vais conseguir. - Revirou os olhos.
A mãe apareceu, cansada.
Mãe: Porque é que vocês duas não se podem dar como irmãs normais e dormir no mesmo quarto? Aff!
Tri: Nem penses nisso. Não quero dormir num quarto de alguém que pensa que os livros e a matemática criaram o mundo, ou quê!
Marta: E eu não quero nem estar perto de alguém que não vive sem cinquenta tonalidades de rímel para as pestanas!
Mãe: Parem. Com. Isso. Já. - Suspirou. - Vocês não podem ser como duas gémeas normais, mesmo que não se importem uma com a outra? Marta, para de gozar com a tua irmã, e Trianna, vai estudar, porque têm teste amanhã. - Saiu do quarto.
Tri: A tua amiguinha troglodita já recuperou? Não que me interesse.
Marta: A Jess está óptima, para tua infelicidade, não é? Dou-te um conselho, maninha.
Tri: Ninguém te pediu um!!!
Marta: Estuda. Sabes bem que vais ter mais que três negativas nos exames se não o fizeres.
Tri: Porque é que vives tão obececada? Deixa-me ensinar-te uma coisa sobre o meu método de estudo. Estudar É uma perda de tempo. Eu consigo sempre, sempre, sempre. Esse é outro lema que deves aprender. - Sobre os saltos agulha, num passo emproado, deu meia volta e virou-se para o seu quarto.
Marta agarrou-lhe na mão, com um leve sorriso.
Marta: Conseguiste sempre até agora, Trianna. Não quer dizer que isso aconteça para sempre. E não vai. Vais ser deitada abaixo.
O rosto perfeitamente maquilhado e os cabelos loiros com um leve tom de caramelo em cachos de caracóis brilhantes pareciam ainda mais superiores a ela mais do que nunca, com um olhar flamejante. Iria ela perder? Ficou a ver as plumas do vestido a abanar enquanto andava.
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Joe: Jess, agora que estamos sozinhos, quero falar contigo.
Jess: Diz.
Joe: Desculpa por te ter feito ficar tão em baixo, Jeh. Mas é difícil de explicar o que aconteceu, foi um impulso muito parvo. Eu não amo a Taylor.
Jess: Estás a dizer isso só para me consolar? Não está a resultar. Sinto-me ainda pior do que quando decidi matar-me, Joe.
Joe: Não... é verdade, Jéssica. Eu não amo a Taylor. Tenho muitas razões para não o fazer, e tu também as sabes. A Taylor é só beleza, voz e sedução. Sem cérebro, coração ou qualquer outra coisa que se possa aproveitar. Tremendamente perigosa, diria: sedutora, e também um pouco esperta, posso confessar.
Jess: Ela é fantástica, Joe. E ama-te. Fica com ela.
Joe: Não, não, não. Eu não a amo mesmo! Eu amo-te, Jess.
O seu olhar brilhou após dizer essas palavras que soaram como música aos ouvidos de Jéss, deitada na cama do hospital. Um sorriso formou-se na sua face, e, ao fixá-lo, os seus lábios aproximaram-se. Beijaram-se.
Jess: Eu também... Obrigada por me teres salvo... Um minuto mais tarde e este momento nunca aconteceria, jamais.
Joe: A Taylor é a raínha do teatro... mas nós vamos vencê-la. Toma as tuas malas. Agora, estás livre para fazer tudo menos o que tentaste há dois dias.
Jess: Está combinado. Tudo mesmo.
Beijaram-se mais uma vez, apaixonadamente.
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Tiffany olhou-se ao espelho. Pegou no rímel e alongou as pestanas, vagarosamente, e com muito cuidado. Olhou para Taylor mais uma vez.
Tay S. : Podes explicar-me como é que ela me venceu assim? Ganhou o Joe, mas espero que se habitue que a sua relação não vai demorar muito.
Tiff: Tens de ser muito esperta e sedutora. Usa os nossos truques de teatro. Ensaiámos muitas vezes e tu és muito boa.
Tay S. : Tens razão. Há truques que posso usar agora. Uma mini-saia e um top brilhante, muito sedutor, lágrimas falsas e expressões de traição?
Tiff: Perfeito. - Passou o lipgloss pelos lábios e sorriu. Levantou-se. - Ouve, Taylor, vamos fazer isto milhões de vezes para teres o teu "troféu" de volta.
Tay S. : Vou-me vestir. - Dois minutos depois, posava com as suas roupas sedutoras e saltos agulha.
Tiff: Estás bem, mas usa este lenço bem solto, dá-te um ar simples mas chic. - Atirou-o e vasculhou uma gaveta, tirando as lágrimas falsas e maquilhagem resistente à água. O baton vermelho que tirara ficava a matar a Taylor, com um lápis preto e sombra dourada.
Tay S. : Estou linda! Agora tenho de representar. Tiffany, fazemos de conta que tu és o Joe e eu sinto-me traída.
Tiffany sentou-se e olhou-a.
Tiff: Tens alguma coisa para me dizer, Taylor?
Tay S. : Joe, não acredito que me pudeste trair? - Secou as lágrimas falsas levemente e abriu um pouco a boca, fingindo-se indignada. - Eu amo-te, Joe. Pensei que sentias o mesmo e dei-te tudo o que tinha! - Levou a mão ao coração.
Tiff: Mas eu amo a Jéssica.
Tay S. : Será que amas mesmo? Ela ia matar-se por tua causa e abandonas-te-me.
Tiff: Taylor, eu não te amo.
Tay S. :^- Pôs mais lágrimas - Nem eu a ti. Desculpa, mas um dia vais aperceber-te de que tudo o que querias esteve sempre aqui, ao teu alcance.
Joe estava nervoso, a andar de um lado para o outro há cerca de uma hora, junto da cama de Jess, no hospital. Junto dele estavam as amigas de Jess.
Marta: Importas-te de parar com isso? - Pediu com um suspiro cansado.
Joe: Ah, desculpa. - Atirou-se para a cadeira, sempre com o olhar preso em Jess, deitada na cama, com uma expressão serena, de olhos fechados. Parecia que estava simplesmente a dormir, como se nada tivesse acontecido. Se levantasse o lençol, veria nas pernas, barriga, braços e noutros sítios arranhões e negruras. Tudo isso o irritava preofundamente, o frustrava, porque sabia que era sua culpa, que se não fosse ele Jess nao teria tentado suicidar-se. Todos esses pensamentos deixavam-no horrorizado.
Mary: Descansa, Joe. Todos nós sabemos que ela vai ficar bem. Ela é forte. - Afagou-lhe o braço, tentando tranquilizá-lo.
Joe: É diferente, Mary. Eu sei que ela está insconsciente, mas aposto que se estivesse consciente quereria morrer, não continuar a tentar. - Tinha a voz amargurada, cheia de culpa, e o olhar fixo na parede branca. Tinha medo. Muito medo.
Clau: Joe... - Disse, com uma voz tímida e séria, num tom baixo. - Sabes porque é que ela decidiu isto, não sabes? - Ele não respondeu. - Ouve. A culpa não é tua, ninguém tem culpa disto. Ela tomou uma decisão.
Joe: Por minha causa. Eu é que beijei a Taylor. Eu é que a magoei. Sinto-me mal por isso, muito mal, ok? Obrigada por teres dito isso alto. - A sua voz amargurada transformava-se agora em rude e fria.
Clau: Não estou a dizer que a culpa é tua, Joe!!! Ouve-me, por favor, ouve-me. Se te sentes mal por teres realmente beijado a Taylor... Porque é que o fizeste?
Joe: Eu... senti-me atraído por ela! Tem aquele ar sedutor, que faz todos ficarem a seus pés, e eu fui apenas mais uma dessas pessoas. Não é que eu goste dela. Nunca me passou pela cabeça beijar alguém que não amasse verdadeiramente, mas deu-me, assim, ela estava eufórica, eu senti-me ainda mais atraído e aconteceu. Eu teria lutado contra a minha atracção... - Fez uma pausa e Marta quase conseguiu vislumbrar uma lágrima a sair do seu olho esquerdo. Compreendia-o, mas mesmo assim, surpreendeu-se. - Se soubesse que a rapariga da minha vida iria reagir assim.
Marta: Espera. Tu amas a Jess?
Joe: Claro que amo. Porque estaria aqui se não a amasse?
Uma enfermeira de cabelos ruivos e espessos entrou, acompanhada pelo doutor que estava a vigiar e a fazer análises a Jéssica. Joe e Cláudia levantaram-se de um salto, e os outros prenderam os olhares ansiosos neles.
Clau: Doutor! Alguma novidade?
Dr. : Nada de especial. As análises ao sangue estão normais. Tudo o resto também. Se tudo correr bem, irá acordar em breve e daqui a poucos dias, estará normalizada. Podem dizer-me uma coisa? Porque é que a menina Gouveia tentou o suicídio?
Joe: São questões pessoais. - Disse num tom cortante. - Mas posso dizer-lhe que estava sobre grande pressão. Muito grande mesmo.
Dr. : Não valerá de nada, acreditem, se ela acordar e tentar novamente o suicídio. Podem impedi-lo? Pelo que vejo, devem ser irmãos... - Apontou para Cláudia por notar que era uma das mais preocupadas. - Namorado... - Apontou para Joe. - E amigas.
Mary: Não, não... Somos todos enormes amigos da Jéssica.
Dr. : Conseguem resolvê-lo?
Joe: Iremos tentar.
Ouviram um gemido e correram para a cama.
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Jéssica sentia o seu corpo dormente e pesado. Os pensamentos eram turvos e as memórias igualmente. As pálpebras pesadas abriram-se devagar e mostraram imagens pouco definidas. As memórias aclararm-se um pouco. À sua volta, via tudo branco, e ela mesma estava vestida com algo branco, sedoso e comprido. Estava deitada, devia estar a flutuar, talvez.... Tudo parecia calmo e delicado. Apesar de ao longe ouvir vozes, vozes que chamavam pelo seu nome, muito, muito, muito distantes. Pareceu-lhe ver Joe, a sua cara bela, parecendo um pouco preocupado. Esboçou um sorriso cansado.
Jess: Estou.... No.... Céu. - Disse, lembrando-se de tudo num rompante. Fechou os olhos e acomodou-se. - Sono... Eterno.
Joe: JESS?
Abriu os olhos de novo e as imagens tornaram-se claras. À sua volta, viu uma mulher ruiva, um homem de cabelo grisalho e cinco pessoas que conehcia muito bem.
Jess: Também...vieram? Não...é....justo...mas...ok. - Disse com dificuldade.
Joe: Jessy? Meu amor... Jess. Não estás no Céu.
Jess: Onde estou eu? - Levantou as costas e olhou à sua volta, vendo pessoas a passar e instrumentos de medicina. Assentiu, parecendo um pouco desiludida.
Estava no hospital.
Jess entrou na casa de Mary e colocou o bilhete junto da sua cama. Olhou para ela durante uns segundos. Queria despedir-se dela, mas tinha medo que acordasse. Pé ante pé, saiu e olhou para o relógio. Era meia noite e meia. Ainda tinha tempo. Resolveu ir visitar o rapaz que amava pela última vez. Entrou na sua casa por uma janela aberta e trepou agilmente até ao seu quarto. Beijou-o na face e deixou um bilhete na sua mesinha de cabeceira.
Caminhou durante alguns minutos e foi até junto de uma falésia enorme, com o mar, bravo e imenso, lá em baixo. Estava petrificada, mas tinha de ser. Olhou à sua volta e viu apenas uma mulher, que olhou para ela de relance e entrou num prédio. Se tudo corresse como planeado, ia ser a última pessoa que veria. Insipirou a brisa maítima e atirou o casaco para trás, sentindo um arrepio de frio, no meio da noite gelada.
Jess: Adeus, mundo. - Ainda murmurou. Fechou os olhos, abriu os braços, susteve a respiração e atirou-se.
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Cláudia acordou, estremunhada. Era meia-noite. Olhou para a mesa-de-cabeceira e viu um papel escrito com a letra de Jéssica. Começou a ler e ainda ia a meio quando ficou petrificada. Viu que ela não estava na cama e ficou ainda pior. Pegou no telefone e ligou a Marta, dizendo-lhe para ir ter com ela muito rápido. Leu-lhe o bllhete e ela veio em 5 minutos, enquanto Cláudia pegava no casaco. Juntas,correram até casa de Bella, Mary e Joe.
Joe: Oh, não, não, não!!!!!!!!!! Onde terá ela ido? - Mandou todas entrarem no carro e arrancou a toda a velocidade.
Clau: Eu acho que sei... Ela deve ter ido para a falésia! - Abriu a porta e agarrou na mão de Mary. Ao encontrar o casaco de Jess, chamaram os outros. Correram, desesperados, até à falésia e viram alguém lá em baixo, a debater-se contra as ondas.
Marta: JESS!!! JESSY!!!! - Gritou.
Mary: Viemos tarde demais!!!!
Joe: Nunca é tarde de mais, ok? Cláudia, sobe. - Ela subiu para os seus ombros e agarrou em três lençóis que estavam pendurados no primeiro andar de um prédio. Os dois ataram-nos com nós, apressados. Bella atou o primeiro lençol a uma pedra enquanto Marta e Mary agarravam em mais dois e continuavam a atá-los.
Mary: Percisamos de mais um!
Joe: Não temos mais, e agora?
Clau: Temos de saber improvisar! - Com os pés apoiados nas fendas dos tijolos da parede do prédio, escalou-o e agarrou em cinco camisolas de mulher e um vestido. Atou-os aos lençóis com rapidez e deu o vestido a Joe, que o atou à cintura e à ultima ponta dos lençóis e camisola. Joe começou a descer pelas fendas das pedras, agarrado aos lençóis, devagar.
Marta: Cuidado, Joe!
Joe: Não se preocupem! São só mais uns metros! Arranjem outra corda para prender aí e eu trazer a Jess! - Mary abriu um caixote do lixo, tirou uma corda, ainda que um pouco gasta e fez os passos que Joe ordenou.
Ele chegou lá ao fundo e atou a cintura de Jéssica à corda, trazendo-a. Quando estava perto, Marta e Bella começaram a puxá-los.
Mary: Ela está viva? - Perguntou quando a pousaram no passeio.
Joe: Tem pulso, mas está inconsciente. - Começou a fazer respiração boca-a-boca. - Hum, alguém tem um telemóvel? Liguem para o 112.
Mary agarrou no seu e digitou o número, ajoelhada junto de Jess e Joe.
Mary: Estou? Preciso de ajuda! Estou na falésia Cambh, em Nova Iorque, uma rapariga de dezasseis anos tentou suicidar-se, eu e os meus amigos conseguimos salvá-la, mas está muito fraca. Tem pulso e respira, ainda que com dificuldade. Estamos a fazer respiração boca-a-boca. 5 minutos? Excelente, obrigada. - Desligou. - Enviam uma ambulância em 15 minutos. Dizem para lhe vestirmos roupas quentes e continuarmos a fazer a respiração boca-a-boca. E se possível, devolvermos os lençóis. Não queremos ir presos.
Bella: Certo. Isso é fácil se rabalharmos em equipa. Cláudia, tu e eu devolvemos tudo menos uma camisola, pode ser esta quente. Mary e Marta, vocês vestem-lhe estas calças, esta camisola e o casaco que atirou. Joe, continua.
Todos fizeram o seu trabalho até à ambulância chegar.
Medico: Não cabem todos!
Clau: Desculpe, tem de ser.
Medico: Ok, mas têm de se apertar. - Dois médicos levaram Jéssica numa maca e eles saltaram para a parte traseira da ambulância. Joe apertou a mão dela.
Joe: Não te preocupes. Vai tudo correr bem. - Murmurava.
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Há exactamente dois anos atrás, a minha ideia de criar um blog de histórias surgiu. No dia 9 de Dezembro de 2008 pensei "Porque não agora?" e realizei esse "sonho". No ínicio, tudo parecia mau, não tinha comentários e até pensei em apagá-lo; resolvi continuar a tentar e tomei medidas: divulguei mais o blog, mudei o look e a história, e assim consegui arranjar alguns seguidores. Agora, estou realizada. O número de comentários por post e número de visitas por dia já foram maiores, mas eu gosto muito de escrever porque sei que vou fazer felizes algumas pessoas de quem gosto, e só isso já me deixa contente. Agora, com dois anos, vou tentar continuar a fazer um trabalho dedicado: todas as pessoas que se dão ao trabalho de comentar sempre que posto e dizer-me que tenho muito jeito merecem-no. Por isso, uns felizes dois anos e que cheguemos aos três =)
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Número de comentários até ao momento: 1005.
Número de posts até ao momento: 370.
Número de visitas até ao momento: 80063.
Não podia estar mais contente com estes números =) Acho que são muito bons!!! Obrigada a todos os que seguem a história porque estão a contribuir para os três números aumentarem: Se comentam, o de comentarem. O de posts, porque me incentivam a continuar a escrever e postar. O de visitas pelo facto de somente visitarem o blog. Mil vezes obrigada... Não sei como vos retribuir a todos!!! A todos os 80000 que já entraram aqui um dia, quer tenham gostado, não gostado ou ficado indiferentes ao blog...
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Feito pela Cláudia =)
<a href="http://blingee.com/blingee/view/10544467
Feito por mim =)
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É, eu vou fazer o capítulo 20 xD
Se não tenho mais de 3 comentários sou capaz de vos esmagar (nem sabem quanto custou fazer o primeiro discurso e o blingee).
ÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉ 2 anos xD
Nome do blog: Hsmariana Historias
Desde: 9 de Janeiro de 2008.
Host: Blogs do sapo.
Versão: 1.2.
Dona: Mary
História: 6.
Obrigada pela visita!